Faculdade Estácio de Sá promove

evento para discutir o ano de 1968

 

Sociólogo, jornalistas e militantes discutem o legado de 68

 

 

O que restou dos ideais dos jovens que fizeram de 1968 um ano impar na história contemporânea? O sonho acabou? Para discutir o legado deixado pelo ano de 1968, a Faculdade Estácio de Sá de Belo Horizonte promove, nos dias 28, 29 e 30 de maio  o ciclo de debates “1968: o sonho acabou?”

 

O evento será aberto no dia 28, quarta-feira, pela manhã, com palestra do jornalista Régis Gonçalves, que discutirá o tema “Sexo, drogas e rock and roll”. À noite, Gilse Cosenza, que integra o diretório estadual do PC do B, falará sobre o papel da mulher na luta política durante o regime militar.

 

No dia 29, quinta, pela manhã, será discutido o papel da mídia em 1968 e nos dias atuais. O palestrante será o jornalista Lélio Fabiano dos Santos, que em maio de 1968 estava em Paris, onde acompanhou de perto os conflitos entre os estudantes e a polícia. Lélio Fabiano foi um dos fundadores do curso de Jornalismo da PUC Minas. À noite, o cientista político e sociólogo Otávio Soares Dulci, professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da PUC Minas, analisará o cenário político-econômico de 1968 e o papel dos movimentos sociais naquela época e hoje.

 

O médico Apolo Heringer Lisboa será o palestrante do dia 30 pela manhã. Ele falará sobre a trajetória de pessoas, como ele, que de militantes de esquerda nos anos 60, migraram para outras causas, como o movimento ambientalista nas décadas seguintes. Apolo Heringer é o coordenador do Projeto Manuelzão, que visa recuperar ambientalmente a bacia dos rios das Velhas e São Francisco.

 

No encerramento, dia 30 à noite, haverá a apresentação da peça de teatro “Cadeiras Cativas”, escrita e dirigida pela professora Cristiane Cândido, da Faculdade Estácio de Sá. A peça descreve o que mudou na vida de algumas pessoas em duas épocas: 1968 e hoje.

 

 
Resgate da memória

 

 

O projeto “1968: o sonho acabou?” foi desenvolvido pelos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda da Faculdade Estácio de Sá em duas etapas. Na primeira fase, acontecida no segundo semestre ao ano passado, os alunos, sob coordenação de seus professores, participaram de atividades destinadas a resgatar a memória do ano de 1968. Foram produzidas reportagens investigativas, documentários de rádio, programas de entrevistas de TV, além de peças publicitárias, todas tendo como tema os acontecimentos daquele ano.

 

Durante o evento da próxima semana, estas produções serão mostradas ao público, que também poderá visitar duas instalações. Uma, com fotos e malas de viagem, lembrará o exílio a que foram submetidos os militantes de esquerda que discordavam do regime militar. Em outra instalação, estarão em exibição os anúncios produzidos pelos alunos de Publicidade e Propaganda.

 

Na segunda etapa, prevista para a semana que vem, a discussão sobre o ano de 1968 será trazida para os dias de hoje, por meio da busca de uma resposta para a pergunta que é o título do projeto: o sonho acabou? A intenção do projeto é, à luz de nossa realidade atual, verificar quais dos ideais defendidos pelos jovens de 1968 ainda permanecem e porque permanecem.

 

Com o projeto, os cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda da Estácio pretendem aumentar a bagagem cultural de seus alunos, de forma a fazer com que eles tenham habilidade de efetuar conexões entre o passado e o presente, condição básica para que possam entender melhor a realidade que os cerca.

 

Todos os debates, bem como a peça de teatro, são abertos ao público. O evento acontecerá, na parte da manhã, a partir das 8h e, na parte da noite, às 19h30, no auditório JK do campus Prado, na rua Erê, 207.

 

Mais informações: 8764.8896 - Marcelo Freitas